segunda-feira, 18 de abril de 2011

Regionalização de acordo com o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano

Regionalização de acordo com o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano ●Uma outro critério de divisão e agrupamento dos países do mundo aplicado pelo Banco Mundial e pelo PNDU – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – tem como base a mensuração ou indicação do nível de desenvolvimento, aspectos que retratam a difusão da riquesa e da pobreza. ●Para avaliar o nível de desenvolvimento, o Banco Mundial usa o critério do PNB per capita, tema já visto em texto anterior, embora o PNB e o PIB per capita permitam comparar o grau de riqueza dos países, pois divide o PIB ou PNB pela população total, esse critério de renda per capita não exprime a realidade socioeconômica interna dos países, pois, não informa sobre a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas daquele país. ●Para suprir essa deficiência foi criado pelo PNDU o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano. Para o cálculo do IDH é levado em consideração quatro indicadores: ▪Expectativa de vida. ▪Alfabetização de adultos. ▪Taxa bruta de matrículas. ▪PIB per capita em dólares PPC ( Paridade do Poder de Compras ). ●IDH e os indicadores sociais considerados para sua obtenção: ▪Expectativa de vida – Numa dada população é o número médio de anos que um indivíduo pode esperar viver. ▪Taxa de alfabetização – percentual de adultos com mais de 15 anos que sabem ler e escrever. ▪Taxa de matrícula – razão entre o número total de estudantes no ensino fundamental, médio e superior e a população em idade escolar. ▪PIB per capita – em dólares PPC, essa sigla PPC – quer dizer Poder de Paridade de Compra indica que a conversão em dólares é feita levando em conta o custo de vida em cada país. – Regionalização de acordo com o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano 1 – Que indicador econômico é aplicado pelo Banco Mundial para classificar as economias ? 2 – O critério aplicado pelo Banco Mundial (PNB per capita), visa indicar quais características de um país ? 3 – Que deficiência podemos apontar no critério de regionalização do mundo aplicado pelo Banco Mundial, isto é, o PNB per capita ? 4 – A criação do IDH – Índice de Desenvolvimento Humano – pelo PNDU, tem como objetivo suprir qual deficiência ? 5 – Quais aspectos são levados em consideração no cálculo do IDH, que permite uma visão mais abrangente sobre a qualidade de vida e bem-estar das pessoas ? 6 – Qual o significado de expectativa de vida de uma população ? 8 – Qual o significado de taxa de alfabetização ? 9 – Que procedimento é aplicado para poder comparar-se o poder de compra de cada país ? Comentários desativados

quinta-feira, 31 de março de 2011

EVOLUCIONISMO E TEORIA DA EVOLUÇÃO


A teoria da evolução, também chamada evolucionismo, afirma que as espécies animais e vegetais, existentes na Terra, não são imutáveis.

Alguns pesquisadores afirmam que as espécies sofrem, ao longo das gerações, uma modificação gradual que inclui a formação de novas raças e de novas espécies. Depois da sua divulgação, tal teoria se transformou em fonte de controvérsia, não somente no campo científico, como também na área ideológica e religiosa em todo o mundo.

Até o século XVIII, o mundo ocidental aceitava com muita naturalidade a doutrina do criacionismo. De acordo com essa doutrina, cada espécie animal ou vegetal teria sido criado independentemente por ato divino.

O pesquisador francês Jean-Baptiste Lamarck foi um dos primeiros a negar esse postulado e a propor um mecanismo pelo qual a evolução se teria verificado. A partir da observação de que fatores ambientais podem modificar certas características dos indivíduos, Lamarck imaginou que tais modificações se transmitissem à prole: os filhos das pessoas que normalmente tomam muito sol já nasceriam mais morenos do que os filhos dos que não tomam sol.

A necessidade de respirar na atmosfera teria feito aparecer pulmões nos peixes que começaram a passar pequenos períodos fora d'água, o que teria permitido a seus descendentes viver em terra mais tempo, fortalecendo os pulmões pelo exercício; as brânquias, cada vez menos utilizadas pelos peixes pulmonados, terminaram por desaparecer.

Assim, o mecanismo de formação de uma nova espécie seria, em linhas gerais, o seguinte: alguns indivíduos de uma espécie ancestral passavam a viver num ambiente diferente; o novo ambiente criava necessidades que antes não existiam, as quais o organismo satisfazia desenvolvendo novas características hereditárias; os portadores dessas características passavam a formar uma nova espécie, diferente da primeira.

A doutrina de Lamarck foi publicada em Philosophie zoologique (1809; Filosofia zoológica), e teve, como principal mérito, suscitar debates e pesquisas num campo que, até então, era domínio exclusivo da filosofia e da religião. Estudos posteriores demonstraram que, apenas o primeiro postulado do lamarckismo, estava correto; de fato, o ambiente provoca no indivíduo modificações adaptativas; mas os caracteres assim adquiridos não se transmitem à prole.

Em 1859, Charles Darwin publicou The Origin of Species (A origem das espécies), livro de grande impacto no meio científico que pôs em evidência o papel da seleção natural no mecanismo da evolução. Darwin partiu da observação segundo a qual, dentro de uma espécie, os indivíduos diferem uns dos outros. Há, portanto, na luta pela existência, uma competição entre indivíduos de capacidades diversas. Os mais bem ad aptados são os que deixam maior número de descendentes.

O darwinismo estava fundamentalmente correto, mas teve de ser complementado e, em alguns aspectos, corrigido pelos evolucionistas do século XX para que se transformasse na sólida doutrina evolucionista de hoje. As idéias de Darwin e seus contemporâneos sobre a origem das diferenças individuais eram confusas ou erradas. Predominava o conceito lamarckista de que o ambiente faz surgir nos indivíduos novos caracteres adaptativos, que se tornam hereditários.

Um dos primeiros a abordar experimentalmente a questão foi o biólogo alemão August Weismann, ainda no século XIX. Tendo cortado, por várias gerações, os rabos de camundongos que usava como reprodutores, mostrou que nem por isso os descendentes passavam a nascer com rabos menores. Weismann estabeleceu também a distinção fundamental entre células germinais e células somáticas.

Origem das raças: As mutações, as recombinações gênicas, a seleção natural, as diferenças de ambiente, os movimentos migratórios e o isolamento, tanto geográfico como reprodutivo, concorrem para alterar a freqüência dos genes nas populações de animais e são, assim, os principais fatores da evolução.

Duas raças geograficamente isoladas evoluem independentemente e se diversificam cada vez mais, até que as diferenças nos órgãos reprodutores, ou nos instintos sexuais, ou no número de cromossomos, sejam grandes a ponto de tornar o cruzamento entre elas impossível ou, quando possível, produtor de prole estéril. Com isso, as duas raças transformam-se em espécies distintas, isto é, populações incapazes de trocar genes. Daí por diante, mesmo que as barreiras venham a desaparecer e as espécies passem a compartilhar o mesmo território, não haverá entre elas cruzamentos viáveis. As duas espécies formarão, para sempre, unidades biológicas estanques, de destinos evolutivos diferentes.

Se, entretanto, o isolamento geográfico entre duas raças é precário e desaparece depois de algum tempo, o cruzamento entre elas tende a obliterar a diferenciação racial e elas se fundem numa mesma espécie, monotípica, porém muito variável. É o que está acontecendo com a espécie humana, cujas raças se diferenciaram enquanto as barreiras naturais eram muito difíceis de vencer e quase chegaram ao ponto de formar espécies distintas; mas os meios de transporte, introduzidos pela civilização, aperfeiçoaram-se antes que se estabelecessem mecanismos de isolamento reprodutivo que tornassem o processo irreversível. Os cruzamentos inter-raciais tornaram-se freqüentes e a humanidade está-se amalgamando numa espécie cada vez mais homogênea, mas com grandes variações.

Populações que se intercruzam amplamente apresentam pequenas diferenças genéticas, mas as populações isoladas por longo tempo desenvolvem diferenças consideráveis. Em teoria, raças são populações de uma mesma espécie que diferem quanto à freqüência de genes, mesmo que essas diferenças sejam pequenas. A divisão da humanidade em determinado número de raças é arbitrária; o importante é reconhecer que a espécie humana, como as demais, está dividida em alguns grupos raciais maiores que, por sua vez, se subdividem em raças menos distintas, e a subdivisão continua até se chegar a populações que q uase não apresentam diferenças.

As subespécies representam o último estádio evolutivo na diferenciação das raças, antes do estabelecimento dos mecanismos de isolamento reprodutivo. São, portanto, distinguíveis por apresentarem certas características em freqüência bem diferentes. Não se cruzam, por estarem separadas, mas são capazes de produzir híbridos férteis, se colocadas juntas.

Por esse critério, que é o aceito pela biologia moderna, os nativos da África e da selva amazônica, por exemplo, são raças que atingiram plenamente o nível de subespécies. O mesmo pode-se dizer dos italianos e os esquimós etc., mas não há grupos humanos que se tenham diferenciado em espécies distintas, pois espécies são grupos biológicos que não se intercruzam habitualmente na natureza, mesmo quando os indivíduos habitam o mesmo território.

Bases Físicas do Brasil. Série Geografia do Brasil

Bases Físicas do Brasil. Série Geografia do Brasil

Essa série de posts visa contribuir com alunos que estão cursando principalmente os do ensino médio, não que o assunto não seja útil a outros anos, mas o que vocês verão aqui é o resultado de um material que foi preparado como breves notas de aulas para um determinado segundo colegial.Como sempre, alerto meus alunos, não se trata de nada acabado, são apenas notas que lhes direcionarão para pesquisas mais abrangentes.
Boa leitura!

Bases Físicas do Brasil.
Podemos entender como base física as ocorrência naturais que se manifestam no território do Brasil. No caso da Geografia, principalmente o relevo, a hidrografia, a vegetação e o clima.
O ser humano atuando no meio natural retira matéria-prima ou usa-o de forma a satisfazer basicamente todas suas necessidades. Não podemos desvincular de forma plena o ser humano do meio natural onde ele vive, nossa intenção aqui e fazer uma apresentação suscinta das características físicas presentes no Brasil, com o objetivo de entender em qual substrato o povo brasileiro e suas instituições atuam.
Segue-se abaixo algumas informação sobre as bases físicas que constituem o Brasil.

Formações vegetais.
As formações vegetais ocupam quase toda superfície do planeta e se desenvolvem naturalmente devido às influências principalmente de clima, solo, umidade, calor, etc. Essas formações vegetais podem receber várias denominações dependendo de quem (ou da ciência) que os estudam. Dentre as denominações temohttp://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/images/biomas_grf01.gifs:

Relevo.
Das classificações do relevo brasileiro a mais atual e mais usada ultimamente é a do geógrafo Jurandyr Ross da USP.
No Brasil as estruturas de relevo (composição das rochas terrestres) são antigas e as formas de relevo (parte mais superficial das estruturas) são mais recentes. As estruturas de relevo são formadas pelas forças internas do planeta (forças endógenas) enquanto as formas de relevo são esculpidas pelas forças externas (exógenas) com ação da água, ventos, temperatura, etc. Lembramos que sempre há uma relação entre essas duas forças.
As formas de relevo no Brasil são Planalto, Planícies e Depressões que estão assentadas nas estruturas conhecidas como bacias sedimentares, 64% do território e escudos cristalinos 36% dos território.
Planaltos: áreas onde o processo de erosão superam os de deposição, neles ocorrem superfícies irregulares como serras, morros e chapadas em alguns pontos com altitudes superiores a 300 mts.
Planícies: áreas onde a deposição de sedimentos predomina sobre os processos erosivos, geralmente são regiões aplainadas com pouca altitude.
Depressões: nelas os processos erosivos também são predominantes, normalmente são superfícies aplainadas geradas, em grande parte, pela erosão de massas rochosas menos resistentes. No Brasil costumam circular os planaltos, sendo assim uma região mais baixo que o seu redor.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Como entender os Fusos Horários

By Plenário Virtual in GeografiaPublished: Wednesday, 11 July 07 - 04:20 PM (GMT -04:00)
Como meio de padronizar os horários entre as diversas regiões, o globo terrestre foi dividido em 25 "faixas", que se estendem do pólo norte ao pólo sul, delimitadas cada uma por dois meridianos separados por 15° de longitude. Essas "faixas" são conhecidas como Fusos Horários (Time Zones). Clique aqui para acessar o mapa mundial de fusos horários.
O Fuso Horário de referência, em relação ao qual as diferenças de horários são computadas, tem como linha central o meridiano de longitude igual a 0°, que passa nos arredores de Londres, na Inglaterra, sobre o Royal Observatory, na localidade de Greenwich.
O horário do fuso universal de referência é conhecido como GMT (Greenwich Mean Time), tendo sido instituído no século XIX. Posteriormente, em 1970, foi instituído o Universal Time Coordinated (UTC), baseado no horário GMT. O horário UTC é corrigido periodicamente, mantendo a diferença em relação ao horário real relativo à rotação da terra inferior a 0,9 segundos.
Quando se conhece os fusos horários, torna-se muito fácil calcular a diferença de horários entre duas localidades situadas em qualquer lugar do planeta. A título de exemplo, a diferença de horário entre a cidade do Rio de Janeiro (A), localizada no fuso UTC-3 horas, e a cidade de Paris (B), localizada no fuso UTC+1 hora pode ser calculada usando-se a seguinte fórmula: (Diferença cidade A) - (Diferença cidadeB) = (-3 horas) - (1 hora) = -4 horas. Portanto, o horário do Rio de Janeiro é de quatro horas a menos (mais cedo) em relação ao horário de Paris.
O adiantamento de uma hora nos meses de verão, adotado em muitos países, conhecido como Horário de Verão (Daylight Saving Time ou Summer Time) impossibilita que as diferenças dos fusos horários sejam constantes ao longo do ano, dificultando o cálculo. Cada país tem a sua própria política em relação ao Horário de Verão, não sendo possível prever as transições entre os horários para os diversos países que o utilizam.
O Horário de Verão é adotado como medida de conservação de energia elétrica utilizada na iluminação, pois adiantando-se uma hora ao horário normal aproveita-se melhor a luz do sol nos dias mais longos de verão, com o final de cada dia de trabalho ocorrendo antes do anoitecer. O fuso horário da região que adota o Horário de Verão é acrescido de uma hora. Como exemplo, o fuso normal do Rio de Janeiro é UTC-3 horas, no horário de verão passa a ser UTC-2 horas, assim como o de Paris passa de UTC+1 hora para UTC+2 horas. Mas em épocas diferentes, pois quando é verão no hemisfério norte é inverno no hemisfério sul, e vice-versa. Portanto, para se determinar com precisão as diferenças de horários entre duas localidades é necessário que se conheça, além dos fusos horários dessas localidades, se elas estão ou não em Horário de Verão.
O GPS COMO INSTRUMENTO DE ORIENTAÇÃO

Você já pensou em ter mapas de orientação em seu aparelho GPS, e ver exatamente onde você está usando o GPS? É possível converter qualquer arquivo OCAD a um mapa Garmin, que você pode usar em sua unidade GPS Garmin no formato de mapas .img, usando o software livre disponível. Em sua unidade de GPS que você pode usar o mapa gerado da mesma forma como qualquer outro mapa Garmin - mostrando a sua posição no mapa, alinhando o mapa corretamente, movendo a janela e aplicando zoom.
Este artigo faz parte de uma série sobre GPS e orientação no site WorldofO.com, explorando o que a nova tecnologia pode fazer para disponibilizar mapas de orientação a mais pessoas.

Existem várias razões pelas quais você poderia usar mapas de orientação em um receptor de GPS.
• Para os jovens interessados em orientação. A tecnologia pode ser uma motivação extra – isto ocorre especialmente para os meninos, mas vimos o mesmo para as meninas também. O receptor GPS é um aparelho que capta o interesse de jovens de imediato, e é uma boa maneira de introduzir os jovens a orientação. Temos um monte de comentários positivos 8-12 anos de idade que não tinha tentado orientação antes, que achava que isso era super legal.
• Mapas de Orientação em um receptor GPS é uma boa forma de ensinar melhor orientação aos jovens. Eles podem ver melhor a relação entre o mapa e o terreno, quando há um ponto no mapa que mostra onde eles estão em um dado momento.– Foi comprovado ser muito instrutivo para 8-10 anos de idade, onde temos observado a compreensão dos diferentes símbolos do mapa muito rápido quando se usa um GPS.– Outra aplicação interessante foi deixar um de nossos corredores de 16 anos de idade, que é completamente novo no esporte, executar um percurso com um GPS com o mapa de orientação e percurso carregado – “Em vez de me concentrar em onde eu estava, pude me concentrar em onde correr para o próximo controle. Eu poderia correr muito mais rápido, porque eu sempre sabia onde estava, e me senti como um verdadeiro orientista”, disse ele depois.– Um terceiro o uso de um GPS com mapa de orientação entre os jovens, tem sido a de deixar os iniciantes tentar um percurso mais difícil pela primeira vez levando um GPS com eles como uma segurança, sendo instruídos a só olhar se eles estiverem realmente perdidos . Normalmente não vão precisar, mas torna mais fácil para eles dar o passo acima, de iniciante para o próximo nível.
• Tornar os mapas de orientação úteis e acessíveis para pessoas de fora da comunidade da orientação. Mapas de Orientação são superiores à maioria dos mapas disponíveis para GPS hoje, para fins de caminhada. Há tanto um grande mercado como uma grande possibilidade de levar as pessoas interessadas na orientação e na compreensão dos mapas de orientação.
• Para os cartógrafos é muito útil para transferir o projeto de mapa para o GPS, e levar o GPS para a floresta e verificar o mapa. Isto tem sido feito com muita frequência entre os mapeadores da Nova Zelândia (e talvez também em outros lugares).
• Potencialmente, GPS com mapas de orientação podem ser utilizados em competições de orientação normal também. Minha opinião pessoal é que isto deve ser proibido. Mas poderiam ser criadas categorias especiais para orientação com GPS no futuro, uma combinação de orientação com e sem GPS não seria boa.
O trabalho descrito neste artigo foi feito principalmente num trabalho com o Clube de Orientação Varegg, da Noruega. Nesse caso particular, o objetivo era conseguir jovens interessados em orientação – e ensiná-los como entender e utilizar um mapa de orientação. Com fundos da Gjensidigestiftelsen e alguns financiamentos da Federação Norueguesa de Orientação, o Varegg teve a oportunidade de comprar um conjunto de 10 unidades de GPS Garmin Oregon 300, e desenvolveu um método para converter os mapas de orientação aos mapas que podem ser utilizados nas unidades de GPS.
O GPS tem sido utilizado – e continuará a ser utilizado – em atividades direcionadas para os jovens, tanto para conseguir novos jovens interessados em orientação, como para melhorar a compreensão de mapa dos jovens no clube.
No futuro, outro interesse é trabalhar na confecção de mapas de orientação úteis e acessíveis para pessoas de fora da comunidade de orientação. Em particular, há possibilidades interessantes para o projeto “Tur-orientering” onde mapas de orientação podem ser usados diretamente em uma unidade GPS ou especialmente em um telefone celular com receptor de GPS.
O que você acha?
No vídeo abaixo você pode ver um exemplo do uso de um mapa de orientação convertido do OCAD para uma unidade de GPS Garmin Oregon 300. Como você pode ver, ele parece um mapa de orientação – você começa a ver sua posição no mapa, e é possível dar zoom e mover o mapa. Você também pode deixar o mapa alinhar-se automaticamente à direção que você está se movendo.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Inquisição no Brasil

No Brasil, a expansão do catolicismo foi marcada pela ação dos jesuítas junto às populações nativas. Contudo, não podemos deixar de levar em conta que, sendo lugar de encontro de várias culturas, o território brasileiro se tornou próprio para a prática de rituais e outras manifestações que iam contra os preceitos católicos. Muitas vezes, recorrendo aos saberes dos indígenas ou dos escravos africanos, os professos católicos se desviavam de seus dogmas.

Em vários documentos de época, possuímos o registro de algumas situações onde homens e mulheres apelavam para os saberes místicos de alguns feiticeiros. Geralmente, essa opção era ativada quando os remédios e ações litúrgicas cristãs não surtiam o esperado efeito em alguém que sofria com alguma enfermidade física ou emocional. Muitas vezes, até mesmo alguns padres eram denunciados aos seus superiores por recomendar a ação desse tipo de prática religiosa.

Para frear esse costume, os dirigentes da Igreja fizeram o requerimento das chamadas visitações do Tribunal do Santo Oficio. Essa instituição, criada nos fins da Idade Média, tinha por função combater qualquer tipo de manifestação que representasse uma ameaça contra a hegemonia dogmática católica. Em 1591, o clérigo Heitor Furtado Mendonça foi o primeiro a estabelecer essas visitações que investigavam os casos de heresia ocorridos no Brasil.

As denúncias pelas práticas heréticas surgiam das mais variadas formas. Qualquer delação sem provas ou dedução precipitada bastava para que as autoridades retirassem o acusado de seu lar para responder ao processo. No momento em que chegava a uma localidade, para facilitar o acesso aos suspeitos, o inquisidor anunciava nas praças e igrejas os tais “editos de fé”, que era uma espécie de documento oficial onde o clérigo declarava os pecados que poderiam ser denunciados.

Após ser preso pelas autoridades, o acusado passava por uma série de torturas que tinham como principal função obter a confissão do herege. Uma das punições mais comuns utilizadas era cortar a planta dos pés do acusado e, depois de untá-los com manteiga, expor as feridas em um braseiro. Contudo, antes que uma sessão de tortura fosse iniciada, um médico realizava uma avaliação prévia para que as limitações físicas do indivíduo fossem levadas em conta.

Somente quando alguém não confessava os pecados denunciados é que a morte na fogueira era utilizada. Sendo um instrumento de forte natureza coercitiva, os membros do Tribunal da Inquisição acreditavam que a humilhação pública era um instrumento de combate bem mais eficiente que a morte. A grande maioria das perseguições do Santo Ofício ocorreu na segunda metade do século XVIII. Ao todo, cerca de 500 pessoas foram denunciadas no Brasil, sendo a maioria acusada de disseminar o judaísmo.

Entendendo a Globalização e sua influência

Globalização, mundialização, internacionalização são termos que podem ser considerados sinônimos do que o mundo vem experimentando, segundo alguns, a partir dos anos oitenta, para outros há mais de cinco séculos, e hoje vemos, ouvimos e lemos inúmeras matérias que os conceituam das mais diversas maneiras e formas. Para alguns, um obstáculo que causa tropeço no caminhar. Para outros, um avanço com muitos benefícios.

Na verdade, o efeito globalizante pode ser visto sob aspectos negativos e positivos, a depender da ótica com que é olhado. Para um país como os Estados Unidos da América a situação global é excepcional, pois lhe dá condições de gerir e ingerir, fluir e influir nos mais diversos pontos do universo em tempo real. Há 6.809 línguas no mundo e evidentemente não são todos que podem gozar dos privilégios da globalização. Para países em situação de miserabilidade a globalização é aterradora, representa ingerência externa, interfere no cultivo das tradições, permite comparações que muitas vezes não são benéficas e acabam por atrapalhar planos e metas governamentais. Para os países em desenvolvimento a mundialização é uma faca de dois gumes. O primeiro, afiado para cortar as possibilidades de que sejam acobertadas suas misérias e mazelas, seus problemas de corrupção, de má gestão da coisa pública, do desgoverno, uma vez que as notícias transitam em tempo real e não mais como dantes. O segundo gume, afiado para cortar o isolamento às vezes pretendido e propiciar uma abertura para os demais países do mundo e assim gerar possibilidades reais de um entrelaçamento social, político, cultural e comercial.

Nesse ensaio dos efeitos gerados pela globalização aparecem as relações comerciais, inicialmente formadas entre países fronteiriços para depois transpor distâncias e criar um mercado efetivamente global, em que é possível perceber claramente a necessidade de que todos procurem parceiros para seu desenvolvimento.

Com o avanço da globalização econômica, financeira e comercial, a temática prioritária no campo empresarial passou a ser a competitividade. Nesse caminho, a necessidade de se impor em um mercado sem fronteiras fez com que as economias substituíssem o trabalho humano desqualificado pela eficiência e perfeição da alta tecnologia, muitas vezes gerando desemprego ou realocando trabalhadores para funções menos nobres.